5.9.10

Romano despiu-se. seu pêlo arrepiou-se. pensou estar encolhendo, tamanha era sua nudez. estava prestes a conhecer o sexo - ou aquilo poderia (ou mesmo deveria) ser chamado de amor? olhou o outro que também se despia; seu corpo tornara-se viril, o desejo desconhecido crescia. o outro chamou:
-Vem.
Romano aproximou-se da cama. o outro contornou seu corpo, alisando-o, apalpando-o, como se não fosse algo crido. exalavam, juntos, algo maior, algo tão desejável, inalcançável, que o tornara mais viril. era acarinhado por entre as pernas, tendo seu sexo tocado - ora com as mãos, ora com a boca, ora com o sexo do outro.
o contorno do seu corpo, tratando-o, defrontando-o. indo defronte, em guerra com seu desejo e



amanheceu, ele e o dia, mas ele como se tivesse engolido um chiclete. seu estômago doía; lembrou-se da noite anterior, dos pedidos de desculpas, das desculpas aceitas, das pazes feitas. Romano precisa levantar-se e vomitar todo aquele jantar que se obrigara a comer.

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