Há dois anos, mais ou menos, li A Última Quimera, e, por esses dias, encontrei um papelzinho com anotações avulsas. Espero que sirva, pelo menos, para curiosidades alheias e que os façam querer lê-lo, pois vale muito a pena. Particulamente, é a obra da Ana Miranda que mais gosto, que mais mexeu comigo.
Sendo assim:
"o amigo de dos Anjos, chega a preocupar-me mais que o próprio Augusto. uma intermitente sofreguidão; um amor tardio e, até então, não revelado. não sei, mas sou contra amores não-revelados. creio que todos nós temos o direito de pronunciar o amor e de receber o pronunciamento. é algo a se pensar...
o pobre amigo de dos Anjos, que até hoje não sei sequer seu nome - somente sei suas desventuras, é um bom homem, que exerce a compaixão pelos sôfregos, pelos loucos, pelo vadios. é verdade que o coração é tolo. só os tolos, bobos conseguem amar de maneira mais intensa.
a mãe de Augusto dizia que ele nunca tivera o espírito de criança, nunca fora criança verdadeiramente. Clarice diz que quando não somos mais crianças ou quando "adultecemos" antes do tempo, tornamo-nos pessoas tristes. talvez explique muitas coisas acerca de dos Anjos."
16.2.11
10.2.11
é bem verdade que eu tenho uma paixão pelas divas das décadas de 50 e 60.
talvez seja a leveza no olhar - aquele olhar despreocupado com a vida; ou mesmo a ingenuidade; a beleza; a elegância; e claro, toda a feminilidade que elas exalam.
e sempre tinham seus "príncipes encantados", homens galantes, maduros, espertos e que as protegiam.
talvez seja a leveza no olhar - aquele olhar despreocupado com a vida; ou mesmo a ingenuidade; a beleza; a elegância; e claro, toda a feminilidade que elas exalam.
e sempre tinham seus "príncipes encantados", homens galantes, maduros, espertos e que as protegiam.
3.2.11
-também de amo.
mas ele só queria que ela desligasse logo o telefone para continuar a assistir o filme.
estava cansado desses dizeres avulsos, das cobranças, da transa metódica, já previsível. tinha desespero por coisas fáceis. esse namoro se tornara difícil, era tudo banal: os jantares comemorativos, as idas a motéis para adornar o sexo previsível; a família dela que anseia pelo casamento dos sonhos, a dele que já nem crê mais nisso; os amigos falsificados, aquele velho uísque falsificado que dera ao sogro no dia dos pais que não comemorou com o próprio pai; a rotina cruel, a falta de tato, a meia ignorância.
ele só queria o que lhe fosse fácil, mas tudo de difícil lhe vinha.
mas ele só queria que ela desligasse logo o telefone para continuar a assistir o filme.
estava cansado desses dizeres avulsos, das cobranças, da transa metódica, já previsível. tinha desespero por coisas fáceis. esse namoro se tornara difícil, era tudo banal: os jantares comemorativos, as idas a motéis para adornar o sexo previsível; a família dela que anseia pelo casamento dos sonhos, a dele que já nem crê mais nisso; os amigos falsificados, aquele velho uísque falsificado que dera ao sogro no dia dos pais que não comemorou com o próprio pai; a rotina cruel, a falta de tato, a meia ignorância.
ele só queria o que lhe fosse fácil, mas tudo de difícil lhe vinha.
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