16.2.11

Anotações sobre A Última Quimera, Ana Miranda

Há dois anos, mais ou menos, li A Última Quimera, e, por esses dias, encontrei um papelzinho com anotações avulsas. Espero que sirva, pelo menos, para curiosidades alheias e que os façam querer lê-lo, pois vale muito a pena. Particulamente, é a obra da Ana Miranda que mais gosto, que mais mexeu comigo.
Sendo assim:

"o amigo de dos Anjos, chega a preocupar-me mais que o próprio Augusto. uma intermitente sofreguidão; um amor tardio e, até então, não revelado. não sei, mas sou contra amores não-revelados. creio que todos nós temos o direito de pronunciar o amor e de receber o pronunciamento. é algo a se pensar...
o pobre amigo de dos Anjos, que até hoje não sei sequer seu nome - somente sei suas desventuras, é um bom homem, que exerce a compaixão pelos sôfregos, pelos loucos, pelo vadios. é verdade que o coração é tolo. só os tolos, bobos conseguem amar de maneira mais intensa.
a mãe de Augusto dizia que ele nunca tivera o espírito de criança, nunca fora criança verdadeiramente. Clarice diz que quando não somos mais crianças ou quando "adultecemos" antes do tempo, tornamo-nos pessoas tristes. talvez explique muitas coisas acerca de dos Anjos."

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