29.9.10
Tonto
Tonto era um homem muito bonito e muito elegante também. Mas Tonto sentia-se triste - porque mesmo sendo bem aparentado, e até era rico, ele não tinha com quem conversar.
Todos os dias ia ao trabalho, mas era tudo tão solitário, não conseguia sequer ajuda; e era realmente difícil viver assim. Pena que não tinha amigos. Na hora do almoço, Tonto almoçava sozinho (e até perdia a fome).
Um dia entrou em cartaz um filme que ele queria muito ver. Mas nas horas de gargalhar ele não podia, porque gargalhar só é bom quando se tem quem gargalhar junto. E até desistiu da pipoca porque comer pipoca sozinho não tem graça, porque pipoca rima com dividir.
No dia seguinte, no trabalho, Tonto tentou de muitas formas arranjar um amigo:
-Oi, você quer ser meu amigo?
Mas o que ele não sabia é que para se fazer um amigo tem-se que conhecer a pessoa, ter gostos parecidos, fazer coisas divertidas juntos; porque aí a amizade vai sendo construída, que nem se constrói uma casa. Depois de passar o dia perguntando para todo mundo se queriam ser amigos dele, Tonto foi para casa.
Tonto estava tão, tão triste, pois pensava que nunca iria ter um amigo. Parou na rua, sentou num banco perto e começou a chorar. De repente:
-Oi, por que você está chorando?
Tonto se assustou, deu um pulo do banco (e quase cai para trás). Era uma menina, e ele percebeu que ela esperava impaciente por uma resposta. Tonto enxuga as lágrimas e diz:
-É porque eu nunca vou ter um amigo.
A menina se entristece um pouco e diz:
-É, eu também acho que não.
Eles se olham e sorriem.
Fizeram uma nova amizade.
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