12.9.10

das coisas que a gente lembra

hoje, mexendo nos livros da estante, peguei uns livros que adorava (e ainda adoro) quando era criança. lembro que uma das coisas que adorava fazer quando pequena, era ir para a Biblioteca Pública, aquela do Dragão do Mar; já que eu morava na Praia de Iracema e não tinha amigos ( mas isso de não ter amigos não era algo compreensível por mim). e nessa de mexer nos livros e ir para a biblioteca, lembrei que outra coisa que eu fazia era brincar de imaginar sozinha. mas o que me fez chegar ao ponto de escrever sobre isso é que lembro que todos os personagens que fingia ser, normalmente, era eu mesma, só que com 19 anos - e eu deveria ter meus 7, 8 anos. não sei por que dessa aleatória de 19 anos, mas era. e hoje, tenho 19 anos, mas não sou nem um pouco parecida com o que eu imaginava que seria; ou mesmo com o que a minha "personagem" de 19 anos era. e isso é engraçado, porque talvez se eu continuasse com a vida que eu tinha, morando com minha mãe, enfim, talvez eu até, hoje, fosse o que eu deveria ser, ou como eu deveria parecer.
lembro que a imagem que eu tinha era eu, com cabelos longos, lisos (coisas de criança, né?), morena, usando calça jeans (que aparentemente é sinal de "adultecer") e camiseta preta, e independente. como algo realmente independente. não que eu achasse que com 19 anos seria assim, mas é que "eu" aos 19 anos exalava independência, meio que madura, segura de si.
e, acredito, que o mais legal de lembrar dessas coisas, é que a mesma emoção, ou o mesmo sentimento de épocas passadas continuam aqui, como se só bastasse a lembrança para ter aquilo tudo de volta: o cheiro, o presente, a infância.

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