hoje, mexendo nos livros da estante, peguei uns livros que adorava (e ainda adoro) quando era criança. lembro que uma das coisas que adorava fazer quando pequena, era ir para a Biblioteca Pública, aquela do Dragão do Mar; já que eu morava na Praia de Iracema e não tinha amigos ( mas isso de não ter amigos não era algo compreensível por mim). e nessa de mexer nos livros e ir para a biblioteca, lembrei que outra coisa que eu fazia era brincar de imaginar sozinha. mas o que me fez chegar ao ponto de escrever sobre isso é que lembro que todos os personagens que fingia ser, normalmente, era eu mesma, só que com 19 anos - e eu deveria ter meus 7, 8 anos. não sei por que dessa aleatória de 19 anos, mas era. e hoje, tenho 19 anos, mas não sou nem um pouco parecida com o que eu imaginava que seria; ou mesmo com o que a minha "personagem" de 19 anos era. e isso é engraçado, porque talvez se eu continuasse com a vida que eu tinha, morando com minha mãe, enfim, talvez eu até, hoje, fosse o que eu deveria ser, ou como eu deveria parecer.
lembro que a imagem que eu tinha era eu, com cabelos longos, lisos (coisas de criança, né?), morena, usando calça jeans (que aparentemente é sinal de "adultecer") e camiseta preta, e independente. como algo realmente independente. não que eu achasse que com 19 anos seria assim, mas é que "eu" aos 19 anos exalava independência, meio que madura, segura de si.
e, acredito, que o mais legal de lembrar dessas coisas, é que a mesma emoção, ou o mesmo sentimento de épocas passadas continuam aqui, como se só bastasse a lembrança para ter aquilo tudo de volta: o cheiro, o presente, a infância.
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